Ministra Luciana Lóssio dirige associação em prol das mulheres na política

A partir do momento em que foi empossada como ministra efetiva do Tribunal Superior Eleitoral, Luciana Lóssio, advogada que já atuava como ministra suplente desde outubro de 2011, não parou mais de se envolver com a causa feminina.

Apesar de não ser a primeira mulher no TSE, foi com a sua posse que se consolidou a maioria feminina dentro do mesmo, além de ter sido a primeira a ocupar uma das cadeiras de Juristas, e de ter também contornado a maioria masculina que havia no Pleno Tribunal.

Tamanha representatividade na luta pelo empoderamento feminino no país, como visto, é que levou a ministra a ser também presidente da Associação de Magistradas Eleitorais Ibero-Americanas.

A associação como peça que faltava às magistradas eleitorais

Assim que terminou a VII Reunião Ibero-Americana de Magistradas Eleitorais: Igualdade de Gênero e Democracia, realizada em Brasília, entre 17 e 18 de março do ano passado, criou-se a organização à qual a ministra Luciana Lóssio foi instituída para ocupar o cargo de presidente.

E é por meio da Associação de Magistradas Eleitorais Ibero-Americanas, que a defesa feita por essas magistradas participantes, em prol da assistência e proteção das mulheres na política, terá um canal direto facilitando interações. Além disso, também servirá para que seja posto em prática tudo aquilo decidido pelas meritíssimas nessas reuniões anuais.

Sobre a criação da associação, a própria Luciana Lóssio esclarece que ela se deu porque, embora a reunião já estivesse em sua sétima edição, ainda não havia algo de concreto que pudesse amparar esses encontros das magistradas eleitorais. Foi então assim que elas perceberam a necessidade de ser criada uma instituição do tipo, que daria uma maior base legal para o desenvolvimento dos eventos e políticas afirmativas relacionadas à mulher.

Luciana Lóssio em meio à realidade de um cenário político pouco feminino

Na época da criação da associação, no meio de 2016, a ministra, ao lembrar que a meta do ano era a de trabalharem em prol representatividade e igualdade feminina no âmbito político, firmou novamente o seu compromisso com a causa.

E como dirigente da associação, ela de fato terá como, por meio de ações afirmativas, combater quaisquer atos que não só violem, como também comprometam, de forma negativa e seja direta ou indiretamente, a participação feminina no poder.

Luciana Lóssio ainda reforça a importância dessa luta para o país, ao lembrar que o Brasil foi escolhido para sediar a Reunião das Magistradas justamente porque é ainda deficiente nesse aspecto de representatividade feminina na política.

Vale assim pontuar, em acordo com a perspectiva apresentada pela ministra, que, por exemplo, enquanto temos 460 homens na Câmara dos Deputados, de mulheres temos apenas 52 deputadas. Um cenário que se repete também no Senado Federal, onde, do total de 81 cadeiras, apenas 13 estão ocupadas por mulheres. Sem contar a realidade do poder executivo, já que temos apenas uma governadora entre os 27 estados brasileiros, incluindo aí o Distrito Federal.

E tudo isso só contribui para que estejamos, atualmente, apenas à frente do Haiti, entre os 20 países latino-americanos, quanto à pequena representação política das mulheres no Poder Legislativo.

 

April 14, 2017

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