Fazendeiro retira água do Rio Araguaia e é indiciado

 

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Um fazendeiro foi multado em R$ 4,3 milhões de reais por retirar água do Rio Araguaia. De acordo com a Polícia Civil, o mesmo não possui licença. O produtor rural afirma não ter realizado nenhum ato ilícito, e pede para que situação seja regularizada no estado de Goiás.

A polícia civil afirma que o produtor estava fazendo captação da água do Rio Araguaia sem uma licença ambiental. A fazenda fica no município de Jussara, bem oeste de Goiás. O fazendeiro, Luserinque Quintal possui duas fazendas na região da cidade, e de acordo com a acusação, ele teria montado um esquema que retira água do rio e abastece as suas propriedades.

Diante das investigações, o sistema foi embargado em dezembro do ano passado. A polícia estima que eram retirados cerca de 11 mil metros cúbicos de água por mês.

Luserinque foi procurado pela imprensa e em entrevista negou todas as acusações. Em Limeira, no interior de São Paulo onde ele mora, o fazendeiro disse que tem todas as licenças em mãos, a única licença que ele ainda não tem é a de funcionamento.

Ele afirma que para conseguir a licença de funcionamento, é necessária a realização de um estudo de impacto ambiental.

Luserinque disse que o estudo foi realizado no ano passado, e que só precisa agora ser analisado pela Secretaria de Meio Ambiente, Recursos Hídricos, Infraestrutura, Cidades e Assuntos Metropolitanos (Secima).

O Secima ainda não deu um parecer em relação as acusações, e nem confirmou a imprensa se o produtor rural realmente possuía licenças ou se ele já apresentou o estudo de impacto ambiental.

O delegado da Delegacia Estadual do Meio Ambiente deu seu parecer sobre o caso. O fazendeiro retirava a água do rio e mandava para um canal de 8 km de extensão.

Deste canal, a água era distribuída entre suas duas propriedades para ser utilizada na irrigação de sua plantação. A delegâcia do meio ambiente afirmou que foram instalados 29 pivôs nos 4 mil hectares de terreno pertencentes a Luserinque.

A investigação deixa claro uma situação bastante recorrente nas proximidade do Rio Araguaia. De acordo com os responsáveis pela fiscalização de captação irregular de água, a maioria dos fazendeiros fazem a retirada de forma ilegal, e depois vão tentando formalizar suas ações perante a lei.

O delegado também disse à imprensa que os proprietários rurais apresentam as licenças de forma fracionada, assim podem prolongar ao máximo qualquer estudo de impacto ambiental.

 

April 11, 2017

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