Crescimento do país para 2017 e 2018 apresenta riscos, informa Marcio Alaor do BMG

Questões envolvendo a reforma da Previdência, o cenário internacional instável e as eleições do próximo ano são alguns dos fatores que podem apresentar riscos para a previsão de crescimento econômico do país em 2017 e 2018, de acordo com o que foi informado recentemente pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV), informa o vice-presidente deo Banco BMG, Marcio Alaor.

Até o momento, as previsões do Ibre/FGV são de que o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil cresça 0,4% em 2017 e cerca de 2,3% em 2018, considerando que a inflação estará controlada, tendo um IPCA de 4,1% em 2017 e de 4,3% em 2018. Apesar das estimativas, esses três fatores destacados possuem uma grande importância para que essa previsão esteja correta.

Segundo os pesquisadores do Instituto Brasileiro de Economia da FGV, o mercado já está se comportando de uma forma específica prevendo que a nova reforma da Previdência seja aprovada no Congresso Nacional de uma maneira similar ao que o governo deseja, noticia o executivo do Banco BMG, Marcio Alaor.

A partir dessa perspectiva, a situação fiscal do país permanece sendo considerada delicada, portanto, caso a reforma com as novas regras de aposentadoria não seja aprovada ou se a proposta for muito modificada em relação ao que foi proposto originalmente, os ativos irão começar a mudar de preço. De acordo com o instituto, o país está vivendo em uma corda bamba fiscal e se Congresso Nacional não aprovar a reforma, consequências graves e imprevisíveis podem vir a ocorrer.

Além das Previdência, o cenário internacional também é um fator decisivo e que merece grande atenção, principalmente porque no ano de 2016, questões relativas a economia internacional contribuíram de forma direta no comportamento da economia brasileira, reporta o vice-presidente do Banco BMG, Marcio Alaor.

Em 2016, ocorreu uma leve recuperação nos preços das commodities, o que acabou beneficiando os termos de troca e ajudou a impulsionar o superávit da balança comercial brasileira. Além disso, os vários riscos relacionados a administração de Donald Trump perderam força aos olhos do mercado internacional. Contudo, apesar de estar prevalecendo uma leitura mais otimista da política econômica americana, isso pode mudar em pouco tempo, trazendo a tona novamente os aspectos negativos desse novo governo e os impactos que ele pode causar.

O pior em relação ao cenário internacional, nesse caso, é o fato de ser muito difícil de prever quais são as razões específicas que poderiam causar mudanças no viés com que o mercado está encarando a situação, noticia o executivo do Banco BMG, Marcio Alaor.

Por último, os riscos relacionados as eleições de 2018 também começam a ganhar cada vez mais forma. O fato da taxa de desemprego estar bem elevada dificulta ainda mais a situação, pois existem diversos políticos com plataformas populistas ligados tanto à direita como também à esquerda”, reporta Marcio Alaor, do Banco BMG. Nesse caso, quando mais rápido as reformas que estão em discussão no Congresso forem aprovadas, maiores são as chances do país voltar a crescer economicamente e mais difícil será que candidatos populistas vençam as eleições.

 

 

March 23, 2017

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