Menina com paralisia ganha o direito de levar cão para escola no EUA

A Suprema Corte norte-americana este mês de fevereiro decidiu agir em favor de uma menina de 13 anos com deficiência que teve a entrada de seu cachorro recusada na escola que frequenta. Ehlena Fry tem paralisia cerebral, uma deficiência que dificulta muito a sua mobilidade. O seu cão lhe ajuda não só a se movimentar, mas a se equilibrar.

O cachorro treinado para ajudar Ehlena em seus afazeres diários fica com ela durante boa parte do seu dia. De acordo com a família em tudo que faz ela precisa do animal, pegar objetos do chão, andar, acender a luz e inúmeros outros afazeres comuns.

O Tribunal decidiu reparar o que considera um erro discriminatório. De acordo com o Supremo, impedir que um deficiente se locomova por qualquer ambiente com seu animal treinado deve ser considerado uma forma de discriminação.

Por 8 votos a 0 os juízes decidiram apoiar Ehlena e sua família. Este apoio é importante porque agora eles não precisam passar por um procedimento burocrático mais extenso para obrigar o conselho escolar a aceitar que sua filha frequente a escola juntamente com o seu cão.

A família também afirma que pretende entrar com um processo por danos, já que sua filha ficou vários dias sem poder ir a escola, sendo impossível sua permanência sem o animal.

Ehlena que é portadora de um cachorro da raça goldendoodle, Wonder, afirma ter sofrido por um grande período de estresse emocional. O impedimento trazia mais dificuldades para sua vida que já não era fácil. A garota afirma que não conseguia entender porque mesmo depois da popularização dos cães guias utilizados por deficientes visuais, a escola não conseguia ver a necessidade do animal no ambiente escolar.

Stacy Fry mãe da menina afirma que desde que garota começou a ter a ajuda do Wonder, sua vida mudou completamente. De acordo com a mãe, ela se tornou mais autossuficiente, ganhou em auto-estima, e já conseguia fazer planos para o futuro.

Os juízes afirmaram esta semana que o caso também sera encaminhado para uma corte de apelação inferior para se certificar de que garota não teve suas necessidades especiais negadas pela instituição.

Depois do resultado favorável Ehlena afirmou que vai continuar frequentando a mesma escola com o seu cachorro Wonder.

O caso ainda não tinha precedentes nos Estados Unidos, e de acordo com especialistas isso deve ajudar outras famílias que sofrem do mesmo problema a encontrar mais acessibilidade por parte das instituições de ensino.

 

 

March 13, 2017

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