Luciana Lóssio representa as mulheres no TSE

apurou que o Brasil está na 116ª posição – de mais de 190 – no que diz respeito à representatividade feminina. Essa colocação é bem ruim, entretanto alguns nomes vêm fazendo diferença, destacando-se em meio à luta feminista. Luciana Lóssio foi a primeira mulher a ocupar uma vaga destinada à advocacia no Supremo Tribunal Federal. Nascida em Brasília, se formou em Direito pelo Centro Universitário de Brasília (UniCEUB) em 1999. Aprovada na prova da OAB (Ordem dos advogados do Brasil), deu início à sua carreira, especializando-se, posteriormente, em Estudos Eleitorais e Partidos Politicos. Seguindo com suas especializações, cursou – entre 2002 e 2003 – Direito Processual Civil Lato Sensu, pelo Instituto Brasileiro de Direito Processual. Mais tarde, em 2005, cursou Direito, Estado e Constituição Lato Sensu, pela União Educacional do Planalto Central. Cursou também – entre 2007 e 2008 – especialização em Ordem Jurídica e Ministério Público Lato Sensu, na Fundação Escola Superior do Ministério Público do Distrito Federal, e em 2009, deu ínicio a mais uma especialização, em Lato Sensu em Direito Eleitoral, pela Universidade Anhanguera.
Toda essa bagagem, serviu de alicerce para seus trabalhos: atuou como Assessora Jurídica da Procuradoria Geral da República, advogou em casos importantes na política brasileira, discursando diante do Plenário, no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), sendo assim, indicada em 2011 para atuar como Ministra Substituta no TSE e, ao mesmo tempo, foi escolhida para discursar a saudação ao TSE, por parte dos advogados.
Luciana Lóssio exerceu o cargo de Ministra Substituta até 2013, quando, em fevereiro, graças à sua competência na execução do cargo, foi nomeada Ministra Titular do TSE. Juntamente com este título, a Ministra carrega o prestígio de fazer parte do Instituto Brasileiro de Direito Eleitoral (Ibrade) e também é, desde 2014, conselheira do Conselho Nacional dos Direitos Humanos.
Através da posse de Luciana Lóssio, o TSE passou a ter mais mulheres do que homens no posto de juízes efetivos, tornando assim a composição da casa de 4 mulheres e 3 homens. A última notícia positiva pra representatividade feminina, foi lançada em outubro: a Ministra foi instituída para a ocupação do cargo de presidente da Associação de Magistradas Eleitorais Ibero-Americanas. Essa associação serve como ferramenta para que as magistradas possam, diretamente, acompanhar a proteção dos direitos das mulheres na política.
O nome de Luciana Lóssio possui peso relevante também quando falamos de produção para fins acadêmicos; ela possui dois volumes bibliográficos de sua elaboração, um deles é o “Infidelidade Partidária para cargos majoritários – Análise de um caso concreto” – publicado em 2009 pela Revista Brasileira de Direito Eleitoral – e o outro é um artigo chamado “Proclamação dos resultados e diplomação”, que foi publicado no livro Direito Eleitoral em Debate, em 2013. Com todas essas qualidades, Luciana Lóssio dá aula de Direito Eleitoral, no curso de Pós-Graduação da UniCEUB, o que garante que ela esteja sempre em contato com os novos formandos em Direito, mantendo-se assim, atualizada em relação ao futuro de sua área.

 

December 17, 2016

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